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A Neurobiologia do Estresse

  • Foto do escritor: Sávio Venâncio
    Sávio Venâncio
  • 21 de fev. de 2024
  • 2 min de leitura

Atualizado: 5 de mar. de 2024


Do ponto de vista neurobiológico, o estresse é uma resposta complexa do organismo a estímulos que são percebidos como ameaçadores, desafiadores ou que exigem adaptação. Quando uma pessoa enfrenta uma situação estressante, o cérebro desempenha um papel fundamental na construção da resposta ao estresse.

Os principais aspectos da neurobiologia do estresse são:


Percepção do estresse:

  • A amígdala: A amígdala é uma estrutura cerebral envolvida na detecção de ameaças e na avaliação inicial de situações estressantes. Quando a amígdala percebe uma ameaça, ela desencadeia uma série de respostas fisiológicas e comportamentais.

Ativação do eixo HPA (Hipotálamo-Pituitária-Adrenal):

  • O hipotálamo: O hipotálamo é uma parte do cérebro que desempenha um papel crucial na regulação do estresse. Quando percebe uma situação estressante, o hipotálamo libera o hormônio liberador de corticotrofina (CRH).

  • A glândula pituitária (hipófise): A glândula pituitária responde à liberação de CRH, produzindo o hormônio adrenocorticotrófico (ACTH).

  • As glândulas suprarrenais: As glândulas suprarrenais, localizadas acima dos rins, liberam o hormônio do estresse cortisol em resposta ao ACTH. O cortisol tem efeitos amplos no organismo, ajudando a mobilizar energia e regular a resposta ao estresse.

Resposta fisiológica ao estresse:

  • A liberação de cortisol afeta o sistema cardiovascular, aumentando a frequência cardíaca e a pressão arterial.

  • O cortisol também afeta o metabolismo, estimulando a liberação de glicose no sangue para fornecer energia rápida aos músculos.

  • A resposta ao estresse pode levar à liberação de outros hormônios, como a epinefrina (adrenalina), que prepara o corpo para a ação rápida.

Função do córtex pré-frontal:

  • O córtex pré-frontal, a parte do cérebro responsável pelo pensamento crítico e analítico, tomada de decisões e regulação das emoções, desempenha um papel importante na modulação da resposta ao estresse. Ele pode ajudar a avaliar a situação de forma mais objetiva e a regular a resposta emocional ao estresse. Geralmente quando estamos diante de situações estressantes essa parte do cérebro se “embaralha”, não exercendo sua função principal de avaliação do estímulo estressor. Dessa forma ficamos conectados no “modo de sobrevivência” do organismo, onde reações rápidas e sem análise crítica são colocadas em ação.

Adaptação e feedback:

  • Uma vez que a situação estressante é resolvida, o organismo normalmente reduz a produção de cortisol e volta ao equilíbrio.

  • O sistema de feedback negativo, envolvendo a hipófise e as glândulas suprarrenais, ajuda a regular os níveis de cortisol no organismo.


O estresse é uma resposta evolutiva que tem como objetivo preparar o organismo para enfrentar desafios e perigos, necessária para a adaptação do organismo ao ambiente em que vive. No entanto, o estresse crônico ou excessivo pode ter efeitos prejudiciais na saúde, afetando o sistema imunológico, cardiovascular e o bem-estar psicológico.


Compreender os aspectos neurobiológicos do estresse é fundamental para desenvolver estratégias de manejo do estresse e intervenções terapêuticas eficazes.

Profissionais especializados podem ajudar a desenvolver técnicas de modulação e manejo do estresse adaptadas para as necessidades individuais de cada pessoa.

Psicólogo Sávio Venâncio
CRP 04 / 40919

Rua Santa Cruz, 564, sala 606
Centro, Varginha/MG - Brasil
+55 (35) 9 8803-2229
savio.psico@hotmail.com

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